segunda-feira, 1 de junho de 2009

COISA DE MALUCO

P- Quantos psicólogos são necessários para mudar uma lâmpada?R 1- Nenhum. A lâmpada mudar-se-á quando estiver pronta para isso.
R 2- Apenas um, mas a lâmpada tem que querer ser mudada.
R 3- Apenas um, mas necessita de nove sessões.
P- Quantos psiquiatras são necessários para mudar uma lâmpada?
R 1- “Há quanto tempo tem essa fantasia?” ·
R 2- “Porque é que a lâmpada tem obrigatoriamente que ser mudada?” ·
R 3- Apenas um, mas primeiro tem que consultar a DSM-IV.
P- Quantos psicanalistas são necessários para mudar uma lâmpada?
R- "Quantos acha você que são necessários?"
P- Qual é a diferença entre um psiquiatra e um psicólogo?
R-Se dissermos a um psiquiatra "Odeio a minha mãe", este perguntará "Porque diz isso?", enquanto que um psicólogo dirá "Obrigado por partilhar isso comigo”.

Obs: Não levem ao pé da letra, é só pra descontrair um pouco...rsrs


Condições históricas que influenciaram o surgimento da Filosofia.

A Filosofia teve origem no Séc. VII e início do Séc. VI a.C nas colônias gregas, valendo ressaltar algumas condições históricas para o seu surgimento, como o fato da Grécia ser até então um país agrícola que paulatinamente desenvolveu-se no comércio, na indústria artesanal e politicamente. O surgimento da classe dos comerciantes e o fluxo gerado pelo comércio possibilitou a entrada e saída de estrangeiros com uma diversidade cultural que facilitou o aparecimento da ciência e da construção de um novo perfil sócio-político.
Outro fator importante é a religião, já que com ela, os homens apreendem a noção de totalidade, e através dos deuses congregam a natureza como um fenômeno onde tudo se relaciona com tudo, sendo que os deuses estão presentes no todo natural e essa relação unificada e sagrada entre todas as coisas é fundamental para uma construção racional do mundo.
A arte também é um ponto relevante que dominava o imaginário dos homens antes do nascimento da filosofia, por meio da fé e de representações, buscando solucionar questões de outra maneira em relação aos propósitos filosóficos, ajudando a preparar a mentalidade grega para o nascimento da filosofia, cujo objetivo é alcançar a razão última dos seres.
A filosofia nasce, portanto, como a tentativa do homem de desvendar os mistérios encontrados não mais pela via imaginária do mito, mas amparando-se no pensamento racional.

A FILOSOFIA SERVE MESMO PARA QUE?

Inquietação é um termo bastante oportuno quando o assunto em questão é a Filosofia, que no meu entender se constitui como um campo fecundo para todo e qualquer objeto possível de questionamento. Partindo deste pressuposto, levanto o seguinte questionamento: Será que existe no mundo cognoscível algum objeto que não possa ser questionado?
Diferente de outras visões e abordagens que se preocupam em afunilar suas áreas de investigação para que estas se tornem cada vez mais precisas, controláveis e comprováveis, a Filosofia procura sempre ampliar seu horizonte investigativo, buscando dúvidas onde acredita-se ter encontrado certezas. Todas as experiências humanas se constituem como objetos de estudo da Filosofia, não sendo possível se falar em um objeto escolhido, único. Surge, então, mais questionamentos: A Filosofia serve mesmo para que? Teria alguma utilidade já que está sempre buscando o processo de “des-construção” das coisas? Para que serve um conhecimento que se vale de não ter certezas? E a atitude filosófica seria um eterno ser “do contra”, não aceitando conhecimentos preestabelecidos? Se o homem é um ser que anseia pelo equilíbrio através de suas certezas, a Filosofia avessa a tais pensamentos seria o contrário do equilíbrio?
Conhecer para questionar, construir para desconstruir e reconstruir é um processo lento e muitas vezes doloroso. A abordagem da filosofia é necessariamente histórica. O homem ao longo dos tempos foi sendo golpeadas em suas certezas, pretensões e vaidades, como por exemplo, quando Copérnico bombardeou o mundo com sua teoria heliocêntrica, ou quando Darwin atrelou a evolução humana aos macacos, ou ainda quando Freud postulou a existência do inconsciente, sugerindo que o homem não era dono nem de si mesmo, estando sujeito a forças internas e inconscientes. Não precisamos ser filósofos profissionais para nos ocuparmos com questões filosóficas, e mesmo diante das incertezas, aprendendo e negando fatos, o homem em sua atitude filosófica vem tentando entender-se melhor e a partir de tal conhecimento, desvendar mistérios, desmascarar verdades que durante séculos foram tidas como inquestionáveis. Fica o entendimento de que pouco se sabe e que muito ainda existe para se aprender.


A PORTA DO LADO - Por Dráuzio Varela

Entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella.
Disse ele:
A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.
Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...
É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem, ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping.
Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.
Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.
Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.
Será que nada dá errado pra eles?
Dá aos montes.
Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.
O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote.
Que audácia contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência:
Fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.
Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também.
É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.
Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.
Eu ando deixando de graça...
Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem. Pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.
Então eu uso a porta do lado e vou tratar do que é importante de fato.
Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.
Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.
Lembre-se, o humor é contagiante, para o bem e para o mal.
Sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.
A Porta do lado pode ser uma boa entrada ou uma boa saída...
Experimente!
Autoria: Dr. Dráuzio Varella

Nos Bastidores da Política

O ex-prefeito de Esperantina-PI, Felipe Santolia vem fazendo uma série de denúncias graves contra o Governo do Estado do Piauí em seu blog (felipesantolia25.blogspot.com). Alguns comentários são de que Santolia está desequilibrado, que está mexendo com cachorro grande e pondo sua vida em risco, que é um porra loucas e etc. Não é que esta semana ao abrir o jornal Diário do Povo, da segunda feira, 25/05/2009, me deparei com a manchete relativa a uma dessas denúncias?
O fato é que o governo do Estado fechou um contrato no valor de R$ 1 milhão de reais como patrocínio para um filme do cantor, ex-deputado federal e vice-prefeito de São Bernardo do Campo-SP, no próspero e rico ABC paulista, Frank Aguiar. O filme é intitulado: Os Sonhos de um Sonhador”, e além da generosa doação do governo do Estado do Piauí, Frank Aguiar ainda recebeu uma doação de passagens aéreas para o transporte da equipe do filme de São Paulo para o Piauí, em um dos inúmeros episódios da farra das passagens aéreas noticiada recentemente em toda a mídia, mas que também já acabou em pizza. Eles fingem que colocaram um freio nisso, todo mundo finge que acreditou, e enquanto isso, com mais cautela, é claro, a farra continua.
O editor chefe do jornal Diário do Povo Zózimo Tavares questiona na matéria sobre a captação de fundos para rodar o filme, já que o forrozeiro é sabidamente um milionário com muitos contatos no meio artístico e político. De onde o governo do Estado, anunciadamente passando por um período de crise, com planos de cargos e salários de várias categorias sem cumprimento, milhares de pessoas que perderam tudo com as enchentes, entre tantos outros problemas que poderiam ser citados, vai tirar todo esse dinheirão?
Fica aí o questionamento, bem como o de que o ex-prefeito Santolia, apesar de polêmico, sabe muito bem do que está falando.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Costume Errado

Têm frases que a gente já se acostumou a falar no dia-a-dia, mas na realidade estão erradas. É quase uma questão de lógica Então, na próxima vez que alguma delas estiver na ponta da língua, pense bem antes de dizê-las por aí... (Prof. Pasquale Cipro Neto)
1-Planos ou projetos para o futuro. (Você conhece alguém que faz planos para o passado? Só se for o Michael J. Fox no filme "De volta para o Futuro"...)
2-Criar novos empregos. (Ora, bolas, alguém consegue criar algo velho?)

3-Habitat natural. (Todo habitat é natural; consulte um dicionário.)

4-Prefeitura Municipal. (No Brasil, só existe prefeitura nos municípios. Aliás, ainda bem!)

5-Conviver junto. (É possível conviver separadamente?)

6-Sua autobiografia. (Se é autobiografia, já é sua.)

7-Sorriso nos lábios. (Já viu sorriso no umbigo?)

8-Goteira no teto. (No chão é impossível!)

9-Estrelas do céu. ("Paramos à noite para contemplar o lindo brilho das estrelas do mar...")

10-General do Exército. (Só existem generais no Exército.)

11-Manter o mesmo time. (Pode-se manter outro time? Nem o Felipão consegue!)

12-Labaredas de fogo. (De que mais as labaredas poderiam ser? De água?!) 13-Pequenos detalhes. (Existem grandes detalhes?)

14-Erário público. (O dicionário ensina que erário é o tesouro público, por isso, erário só basta!)

15-Despesas com gastos. (Despesas e gastos são sinônimos!)

16-Encarar de frente. (Você conhece alguém que encara de costas ou de lado?)

17-Monopólio exclusivo. (Ora, pílulas, se é monopólio, já é total ou exclusivo...)

18-Ganhar grátis. (Alguém ganha pagando?)

19-Países do mundo. (E de onde mais podem ser os países?)

20-Exultar de alegria. (Você consegue exultar de tristeza?)

21-Viúva do falecido. (Até prova em contrário, não pode haver viúva se não houver um falecido.)

O que vale mais: Ser ou Ter?

Vivemos em uma sociedade cheia de tecnologias modernas, formas cada vez mais rápidas de se obter informações sobre tudo. Podemos estar aqui e em qualquer lugar do mundo na velocidade da luz, as facilidades da vida doméstica são inúmeras e muita gente não consegue se imaginar sem elas. Às vezes sinto uma angústia pós-moderna desse olhar constantemente focado fora das pessoas. Elas têm dificuldade de olhar para dentro, de analisar o que sentem, como agem e o que poderiam fazer para mudar. Talvez a mesma angústia dos primeiros pensadores gregos que ao conquistarem o que estava fora deles, resolveram olhar para dentro.

'O HOMEM TORNA-SE TUDO OU NADA, CONFORME A EDUCAÇÃO QUE RECEBE'
'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'
Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da 'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoas enxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionado sob esse critério, vira mera sombra social.
Plínio Delphino, Diário de São Paulo.
O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali, constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seres invisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa.
Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:
'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.
O psicólogo sentiu na pele o que é ser tratado como um objeto e não como um ser humano. 'Professores que me abraçavam nos corredores da USP passavam por mim, não me reconheciam por causa do uniforme. Às vezes, esbarravam no meu ombro e, sem ao menos pedir desculpas, seguiam me ignorando, como se tivessem encostado em um poste, ou em um orelhão', diz.
No primeiro dia de trabalho paramos pro café. Eles colocaram umagarrafa térmica sobre uma plataforma de concreto. Só que não tinhacaneca. Havia um clima estranho no ar, eu era um sujeito vindo de outra classe, varrendo rua com eles. Os garis mal conversavam comigo, alguns se aproximavam para ensinar o serviço. Um deles foi até o latão de lixo pegou duas latinhas de refrigerante cortou as latinhas pela metade e serviu o café ali, na latinha suja e grudenta. E como a gente estava num grupo grande, esperei que eles se servissem primeiro. Eu nunca apreciei o sabor do café. Mas, intuitivamente, senti que deveria tomá-lo, e claro, não livre de sensações ruins. Afinal, o cara tirou as latinhas de refrigerante de dentro de uma lixeira, que tem sujeira, tem formiga, tem barata, tem de tudo. No momento em que empunhei a caneca improvisada, parece que todo mundo parou para assistir à cena, como se perguntasse: 'E aí, o jovem rico vai se sujeitar a beber nessa caneca?' E eu bebi. Imediatamente a ansiedade parece que evaporou. Eles passaram a conversar comigo, a contar piada, brincar.
O que você sentiu na pele, trabalhando como gari?
Uma vez, um dos garis me convidou pra almoçar no bandejão central. Aí eu entrei no Instituto de Psicologia para pegar dinheiro, passei pelo andar térreo, subi escada, passei pelo segundo andar, passei na biblioteca, desci a escada, passei em frente ao centro acadêmico, passei em frente a lanchonete, tinha muita gente conhecida. Eu fiz todo esse trajeto e ninguém em absoluto me viu. Eu tive uma sensação muito ruim. O meu corpo tremia como se eu não o dominasse, uma angustia, e a tampa da cabeça era como se ardesse, como se eu tivesse sido sugado. Fui almoçar, não senti o gosto da comida e voltei para o trabalho atordoado.
E depois de oito anos trabalhando como gari? Isso mudou?
Fui me habituando a isso, assim como eles vão se habituando também a situações pouco saudáveis. Então, quando eu via um professor se aproximando - professor meu - até parava de varrer, porque ele ia passar por mim, podia trocar uma idéia, mas o pessoal passava como se tivesse passando por um poste, uma árvore, um orelhão.
E quando você volta para casa, para seu mundo real?
Eu choro. É muito triste, porque, a partir do instante em que você está inserido nessa condição psicossocial, não se esquece jamais. Acredito que essa experiência me deixou curado da minha doença burguesa. Esses homens hoje são meus amigos. Conheço a família deles, freqüento a casa deles nas periferias. Mudei. Nunca deixo de cumprimentar um trabalhador.
Faço questão de o trabalhador saber que eu sei que ele existe. Eles são tratados pior do que um animal doméstico, que sempre é chamado pelo nome. São tratados como se fossem uma 'COISA'.
*Ser IGNORADO é uma das piores sensações que existem na vida!
Respeito: passe adiante!O PIOR É A CERTEZA DE SABER QUE EXISTEM PESSOAS QUE NÃO TEM RESPEITO NEM POR SI MESMAS !!!!!!!!!